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Em Indaiatuba já existe.

21-01-2010 | Mídia, Política

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Postado por Linho.

Serra cobra pedágio na zona rural

Atualizado em 20 de janeiro de 2010 às 19:01 | Publicado em 20 de janeiro de 2010 às 19:00

Pedágio deixa 1,2 mil pessoas ilhadas na zona rural

Os moradores reclamam que estão ilhados e que precisam pagar a taxa para ir ao Centro da cidade

20/01/2010 – 13h35 . Atualizada em 20/01/2010 – 16h42

Gilson Rei
Agência Anhangüera de Notícias, no Cosmo, dica do
Milton Hayek

A instalação do pedágio em Engenheiro Coelho, no Km 159,7 da Rodovia General Milton Tavares de Souza (SP-332), deixou ilhados aproximadamente 1,2 mil moradores da zona rural e de condomínios de três bairros do município — Lagoa Bonita, Parada e Cidade Universitária. A concessionária Rota das Bandeiras bloqueou o acesso a uma estrada municipal que servia como rota de fuga do pedágio e removeu uma rotatória que permitia aos veículos atravessar a rodovia.

As restrições trouxeram transtornos para moradores da região. Eles são obrigados a pagar duas vezes o pedágio (ida e volta) e a percorrer até 15 quilômetros para atravessar a rodovia, trajeto que antes tinha 100 metros, pela rotatória. Outra alternativa dos moradores, a estrada municipal, que liga Engenheiro Coelho ao município de Artur Nogueira, teve o acesso bloqueado com peças de concreto.
 
Os moradores reclamam que estão ilhados e que precisam pagar o pedágio para ir ao Centro da cidade em deslocamentos rotineiros, como para usar serviços, trabalhar, fazer compras e receber atendimento médico.
 
A região isolada pelo pedágio é agrícola, mas abriga também condomínios residenciais, algumas empresas e o Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), onde estudam aproximadamente 5 mil universitários.

O problema é ainda maior para o casal Salino Esperança e Lourdes Aparecida Esperança, proprietários do sítio Lagoa Bonita, cortado ao meio pela rodovia, construída há cinco décadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER). O pedágio foi instalado no trecho que divide a propriedade e o casal precisa pagar para ir de um lado a outro do sítio.

“Até hoje aguardamos o pagamento da indenização do DER, mas nunca recebemos o dinheiro”, disse Salino Esperança, sobre o trecho desapropriado. “Agora, para completar, entregam a uma concessionária, que instala um pedágio e obriga a gente a pagar até quando vamos cuidar do gado, que fica em nosso sítio, do outro lado da rodovia”, reclamou.

Para atravessar, a família Esperança é obrigada a pagar R$ 3,50 no pedágio, em frente à propriedade, no sentido Campinas-Engenheiro Coelho. Depois, precisa fazer um retorno na rotatória, entrar quase na área urbana de Engenheiro Coelho e voltar para a rodovia. Paga novamente R$ 3,50 no pedágio, no sentido contrário e, finalmente, chega ao outro lado da rodovia. “É um absurdo. A concessionária tem que manter uma rotatória nessa região e isentar a gente de pagar o pedágio”, afirmou Esperança.

Fonte:Blog viomundo.


Essa é do Chapéu (5).

19-01-2010 | Do Chápeu, Mídia

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Postado por Linho.

O duelo de legendas

Atualizado em 18 de janeiro de 2010 às 22:59 | Publicado em 18 de janeiro de 2010 às 22:55

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do About.com

Um jovem [negro] atravessa água de enchente na altura do peito depois de saquear uma loja em New Orleans

Dois [brancos] residentes enfrentam água na altura do peito depois de encontrar pão e refrigerantes em uma loja local depois do Furacão Katrina passar por Nova Orleans…

Fonte: Blog Viomundo.

Indaiatuba sofre com isso há dez anos.

01-01-2010 | Mídia, Política

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31/12/2009 – 11:55h

ROTAS PARA O LITORAL TEM 23 PEDÁGIOS A MAIS. PRESENTE DE SERRA.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091231/img/3.1.imagem_fimdeano.jpg

Com ampliação do programa de concessão de rodovias em SP, turista pagará mais neste verão em 10 de 12 dos principais trajetos

A maior variação verificada foi no trajeto entre as cidades de Campinas e Caraguatatuba, que custará 70% a mais neste verão

MAURÍCIO SIMIONATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM CAMPINAS
FÁBIO AMATO
DA AGÊNCIA FOLHA, EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Os paulistas que pretendem viajar de carro em direção ao litoral do Estado para aproveitar o verão vão ter de preparar, além das malas, os bolsos.
Com o programa de concessão de rodovias promovido pela administração José Serra (PSDB), foram criadas, apenas neste ano, ao menos mais 23 praças de pedágio. Além disso, em julho passado o valor das tarifas cobradas pelas concessionárias foi reajustado.
A Folha simulou 12 trajetos em direção ao litoral do Estado partindo de seis cidades paulistas (São Paulo, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Bauru e Campinas). E calculou a despesa que o motorista vai ter com pedágio -em dez trajetos o custo aumentou em relação ao verão passado; em dois, caiu.
A maior variação verificada foi no trajeto entre Campinas (95 km de São Paulo) e Caraguatatuba. Com a concessão da rodovia D. Pedro 1º e a criação de três novas praças de pedágio, o custo da viagem saltou 70%: de R$ 24,60 para 41,80.
A reportagem verificou também que, em alguns casos, a despesa da viagem para o litoral, ida e volta, pode superar 1/ 3 de um salário mínimo (R$ 465). É o que ocorre com o turista que mora na cidade de Presidente Prudente (565 km a oeste de São Paulo).
Para chegar a Santos e depois voltar para casa, num trajeto total de 1.258 km, ele pode ter de desembolsar até R$ 156,60 em pedágio, dependendo das rodovias que acessar.
No verão passado, o mesmo turista pagou bem menos: R$ 104. A diferença se deve à concessão de rodovias como a Raposo Tavares e ao início da operação de mais sete praças de cobrança na região.
Em alguns trechos, entretanto, os motoristas vão desembolsar menos em relação a 2008. A viagem entre São Paulo e Caraguatatuba caiu 40,2% após a concessão das rodovias Ayrton Senna/Carvalho Pinto, de R$ 22,10 para R$ 13,20.
Os pedágios paulistas são reajustados ou pelo IGPM ou pelo IPCA, dependendo do contrato. Em 2009, o IGPM fechou em -1,72%. Já o IPCA ainda não fechou; a estimativa é que fique em +4,3%.

Protesto
No interior paulista, empresários, moradores e políticos formaram um comitê popular contra os pedágios -que organiza abaixo-assinados, carreatas e bloqueio de estradas.
Na semana passada, por exemplo, cerca de 300 veículos participaram de uma carreata contra pedágios nas cidades de Paulínia e de Cosmópolis, na região de Campinas.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Paulínia, Wilson Machado, que também é um dos coordenadores do comitê antipedágio, disse que alguns empresários já falam em deixar a cidade por causa de três novas praças que começaram a funcionar recentemente em estradas nas proximidades do município.
“Essa taxação excessiva dos pedágios reflete também no bolso do cidadão que não tem automóvel, pois essas cobranças influenciam no preço do transporte dos alimentos”, diz.
O governo paulista diz que não considera alto o custo dos pedágios nas estradas.
Afirma também que a tarifa é o principal recurso para ampliar e modernizar a malha rodoviária, ressaltando que, a prova do sucesso do modelo paulista é o fato de que 15 rodovias do Estado figuram nas lista das melhores do país.

http://guilhermelisboa.files.wordpress.com/2009/07/serra-pedagio.png?w=556&h=281

 Fonte: Blog do Luiz Favre.

Educação vergonhosa.

31-12-2009 | Artigos, Educação, Mídia

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Postado por Linho

31/12/2009 – 13:56

As dúvidas sobre a progressão continuada

Por Gustavo Cherubine

Pessoal, excelente o artigo escrito por um professor da rede estadual de educação paulista e publicado no estadão de hoje.

A fsp nunca publicaria algo assim.

Desmonta qualquer propaganda que queiram fazer sobre a educação em São Paulo.

Gustavo Cherubine

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091231/not_imp488986,0.php

Ensinando impunidade

Luís Fernando de Lima Júnior

De acordo o último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em todo o Brasil, considerando as redes públicas estaduais, São Paulo ocupa a terceira colocação. No entanto, com um resultado de 4 como média para os ensinos fundamental e médio, não temos o que comemorar.

Desde a implantação da estrutura curricular de ciclos de quatro anos em regime de progressão continuada na rede de ensino básico do Estado de São Paulo, a realidade do cotidiano escolar aponta na direção de um aumento nos casos de indisciplina e violência dentro da escola. Talvez um dos efeitos mais nefastos desses 12 anos de uma política educacional equivocada seja a desconstrução de um dos principais valores da escola: o estudo. A necessidade de estudar para garantir a aprovação por boas notas foi substituída pela falta de perspectiva. Os alunos podem fazer o que quiserem na escola que sua aprovação está garantida.

 Sem apologia ao passado, percebe-se que a pressão exercida sobre os estudantes, quanto à obrigação de se apresentar resultados, fazia os alunos demonstrarem melhor rendimento escolar, propiciando-lhes maior preparo para a competição do mercado de trabalho. Reconhecendo que essa pressão era, muitas vezes, exagerada, não se pode negar que tal necessidade desenvolvia nos alunos uma qualidade e um senso de responsabilidade que já não existem.

Com a radicalização de uma interpretação da progressão continuada, que em sua proposta original não excluía a retenção dos alunos com graves defasagens de aprendizagem, criou-se um vício que desestrutura a capacidade de aprender sozinho pelo estudo – justamente a principal habilidade requerida pela sociedade contemporânea.

Em razão disso, nossas crianças cresceram acreditando que não precisavam dedicar-se aos estudos, pois sua aprovação era apenas uma questão de tempo. Mesmo que ultrapassassem o limite legal de faltas, teriam ainda a possibilidade de compensá-las de uma forma simples e facilitada.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei Federal nº 9394/96), a educação básica em todo o País deverá ter, no ensino fundamental e no ensino médio, uma carga horária mínima de 800 horas divididas em 200 dias letivos, com frequência mínima do aluno para aprovação de 75%, devendo a escola notificar os pais, o Conselho Tutelar e o promotor competente sobre os excessos de faltas dos alunos menores. A redação da lei é clara: mesmo que se adote o regime de progressão continuada, a promoção do aluno está condicionada ao cumprimento da frequência mínima no ano letivo.

Em vez disso, a maioria das escolas da rede pública simplesmente compensa a ausência desses alunos pela realização de trabalhos escritos, referentes ao conteúdo perdido, sem mesmo questionar as razões do excesso de faltas. Nos casos envolvendo alunos menores, os pais chegam a ser comunicados, mas a prática do trabalho é a mesma. Muitas vezes não existe um critério para orientação e regulamentação dessas atividades.

Será mesmo que um trabalho escrito (muitas vezes copiado da internet sem nenhuma leitura ou reflexão, para ser impresso e entregue ao professor, sem que se tenha a preocupação de retirar as propagandas e o endereço eletrônico da página reproduzida) realmente compensa as explicações e o conteúdo perdidos em sala de aula?

Formados num ambiente pedagógico que não estimula o desempenho, os alunos com defasagem de aprendizagem são aprovados pela progressão continuada, mas não conseguem acompanhar seus colegas de sala de aula. Desestimulados e sentindo-se inferiorizados, manifestam apatia em relação aos estudos, o que tende a agravar ainda mais a situação, pois para sua autoestima é melhor acreditar que não querem do que admitir que não são capazes.

Com isso, indisciplina e violência explodem, já que a escola não consegue demonstrar um sentido para os estudos e as famílias não conseguem exercer sua autoridade, tornando professores e alunos reféns de um grupo de indivíduos, confusos e sem perspectivas, que, amontoados em salas de aula lotadas, interferem no desempenho escolar de todos os estudantes.

Sem a percepção de um objetivo para os estudos e sem as consequências disciplinares para suas atitudes, os alunos aprendem o pleno exercício da impunidade, acreditando que não existe consequência para seus atos e que mesmo em situações mais graves tudo pode ser resolvido com brincadeira.
Será mesmo possível convencer crianças e adolescentes sobre a importância de estudar e de frequentar as aulas, se a própria escola permite que sejam promovidos com rendimento e frequência insuficientes? Para qualquer estudante que questione essa situação a resposta soa como mais um incentivo para não se preocupar com os estudos.

E nesse contexto, o que faz o sistema? Além de propor paliativos como um manual de conduta para estudantes, ou impor uma série de medidas restritivas aos professores, como se fossem a única causa do problema, o Estado demonstra o seu ponto de vista nas propagandas institucionais, mas não modifica a política educacional que está na essência do problema.

Não é por acaso que nenhuma escola particular conceituada adota a progressão continuada. Não é por acaso que, de acordo com os números do Seade, atualmente a maior parcela da população economicamente ativa do Estado que enfrenta o desemprego tem entre 18 e 29 anos. São justamente os frutos dessa política.

Trata-se de uma geração condenada ao subemprego por não ter condições de se integrar ao mercado de trabalho competitivo. Pessoas jovens que não aprenderam a noção de regras e de consequências para seus atos, que certamente pesarão no orçamento de programas sociais do governo.

Luís Fernando de Lima Júnior é professor de História
em São José dos Campos

Autor: luisnassif – Categoria(s): Educação Tags: ,

E agora, Caetano?

26-11-2009 | Artigos, Mídia, Política

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Candido Mendes: Caetano perdido no Brasil de Lula

Atualizado em 26 de novembro de 2009 às 14:00 | Publicado em 26 de novembro de 2009 às 13:36

Candido Mendes – Jornal do Brasil – 25/11/2009
Até onde convive com a democracia o excesso da popularidade presidencial? O exemplo de Lula ao reforçar o seu ineditismo é o de que só avança na aprovação política o presidente que renunciou a toda a veleidade de um terceiro mandato, e chega a esses dados únicos de aprovação em fins de seu segundo governo.

Não há que repetir como os países lá fora, a partir do próprio Obama, mostrem o nosso capital de respeito internacional. É o roldão que acossa o status quo nacional, enraizado na oposição proverbial que parece, de vez, perder o pé entre nós. Ou fecha-se a todos os “olhos de ver” e explode em despautérios melancólicos, como vem de fazer o atarantado Caetano Veloso, chamando Lula de analfabeto e cafajeste.

É frase de quem fala de seu quintal bem instalado, e insulta o presidente que mudou a escala da prosperidade brasileira. Trouxe a população de uma Colômbia para a nossa economia de mercado e se vê reconhecido por todos os grupos e segmentos da nova mobilidade nacional. A grosseria nada tem a ver com sentimentos de classe média, que hoje já responde por 56% da nossa população.

O novo e inédito comando de Lula não é o de um carisma clássico, em que uma coletividade delega a um fuehrer, ou a um chefe da hora, o exercício ou forra de sua expectativa coletiva. O “Lula lá” é a do povo todo que chegou ao Planalto, e que hoje na sua solidariedade independe de partido, de poderes corporativos sindicais e desarma todos os cálculos de um ganha e perde do rondó político tucano.

A palavra diária do presidente, que não ensina, nem prega, mas tem o dom da consonância com o que o povo quer ouvir, não como consolo, mas o passo a passo – e o PAC o assegura – deste Brasil que se sabe no poder, e o frui. Há, sim, um tom de repente no que ouvimos todo dia, mas é também o de uma reflexão em marcha, que criou este coloquial único de entendimento que nada tem mais a ver com a fala “bem” do país dos hierarcas. O novo é muitas vezes o óbvio, sim. Mas esse que se reautentica tão só por quem pode dizê-lo.

O país que vai às urnas em 2010 tem na sua cabeça novas e legítimas razões de apoio ao governo que descartou por inteiro o que diga o palanque das oposições vociferando contra os ditos analfabetos e cafajestes. O nouveau richismo verbal de Caetano só mostra como se perdeu no Brasil de Lula, este que sabe para onde não quer voltar, e de como vai adiante, nas certezas do país da mudança e não do vedetismo deslumbrado.

Candido Mendes é presidente do senior board do Conselho Internacional de Ciências Sociais da Unesco, membro da Academia Brasileira de Letras e da Comissão de Justiça e Paz. 
 

 Fonte: blog viomundo

Um novo pesadelo?

27-10-2009 | Artigos, Mídia

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Postado por Linho

Plantadores de soja transgênica apavorados

A presença do sorgo resistente ao glifosato, em lavouras no norte da Argentina, já foi reconhecida pelo principal organismo encarregado de vigiar as ervas daninhas resistentes a herbicidas. Essa descoberta é um pesadelo que se tornou realidade para os produtores de soja transgênica. O glifosato é o herbicida seletivo de maior venda no mundo e sua expansão acelerou-se com os cultivos transgênicos como os da soja Roundup Ready, da Monsanto. O resultado era previsível: cedo ou tarde, apareceriam espécies resistentes às estratégias desenhadas e implementadas por este modelo de agricultura. O artigo é de Alejandro Nadal.

Fantasma assombra plantadores de soja transgênica

por Alejandro Nadal, em La Jornada, via Carta Maior

Um fantasma percorre os campos do Chaco, norte da Argentina. Após meses de investigação e acaloradas disputas, confirmou-se a existência de uma variedade de sorgo (Sorghum halepense – também conhecido no Brasil como capim Massambará, Pasto Russo ou Erva de São João) resistente ao herbicida glifosato, na província de Salta. É o primeiro caso de uma variedade de sorgo resistente ao glifosato desde que esse herbicida começou a ser usado no mundo, há três décadas. A difusão desta erva daninha através das colheitadeiras que circulam por todos os lados após cada safra não é um bom augúrio.

A presença do sorgo resistente ao glifosato já foi reconhecida pelo principal organismo encarregado de vigiar as ervas daninhas resistentes a herbicidas (www.weedscience.org). Essa descoberta é um pesadelo que se tornou realidade para os produtores de soja transgênica. É também uma lição para a Sagarpa (organização mexicana de proteção fitossanitária), que acaba de autorizar ilegalmente as primeiras plantações experimentais de milho transgênico no México. É o primeiro passo no caminho para autorizar a plantação comercial e consolidar a liberação do milho geneticamente modificado no México, centro de origem deste cultivo de importância mundial.

Vamos por partes. O Sorghum halepense é uma das dez principais ervas daninhas que afetam a agricultura de climas temperados. É uma erva daninha perene, dotada de grande capacidade de reprodução e sobrevivência ao controle por meios mecânicos. A ironia é que em muitos países, incluindo a Argentina, foi introduzido como uma espécie forrageira, por sua alta produtividade e capacidade de adaptação. Em poucos anos, converteu-se em uma praga cujo combate com agentes químicos teve grandes custos para os agricultores e para a biodiversidade.

Na luta contra essa “erva daninha perfeita” vinha se usando o glifosato, herbicida de amplo espectro que destrói, em plantas superiores, a capacidade de sintetizar três aminoácidos essenciais. É o herbicida seletivo de maior venda no mundo e sua expansão acelerou-se com os cultivos transgênicos como os da soja Roundup Ready, da Monsanto, geneticamente modificada para aumentar sua resistência ao glifosato. Hoje, a soja transgênica é plantada em cerca de 18 milhões de hectares na Argentina. Esse cultivo transformou a paisagem rural do pampa, transtornando as relações sociais que permitiam a pequena agricultura e abrindo as portas para o agronegócio em grande escala. As exportações de soja são o principal sustento da política fiscal Argentina: 18% da receita fiscal total vêm do imposto sobre as vendas de soja ao exterior. Mas o colapso desta bolha da soja é uma questão de tempo. A aparição do sorgo resistente ao glifosato é só um aviso. A soja transgênica usa um pacote tecnológico de plantio direto (ou lavragem mínima), onde se deixa o mato cobrir a terra para protegê-la da chuva e do vento. Isso reduz os riscos de erosão, mas deve ser acompanhado de um incremento no uso de herbicidas. Esse tipo de cultivo está associado a um crescimento espetacular do uso destes insumos: em apenas dez anos, o consumo de glifosato passou de 15 a 200 milhões de litros.

O resultado, no final do caminho, era de se esperar: cedo ou tarde, apareceriam espécies resistentes às estratégias desenhadas e implementadas por este modelo de agricultura comercial. Com a difusão do pacote tecnológico da soja transgênica, essa resistência apareceria mais rapidamente, pois o processo de co-evolução (que, no fundo, é o que rege esse fenômeno) iria se acelerando. É o que acontecerá também com o milho transgênico cujo plantio está sendo autorizado agora no México. A aparição de insetos resistentes à toxina produzida nos cultivos transgênicos Bt é uma questão de tempo.

Ainda não há registro de grandes populações resistentes à toxina Bt, mas em parte isso se deve à estratégia que consiste em deixar refúgios de plantas não transgênicas nas áreas plantadas. Nos Estados Unidos, essa prática tem sido acompanhada pelo uso complementar de inseticidas. Mas a advertência de ecólogos e agrônomos segue vigente: essas estratégias só retardam o processo de aparição de insetos resistentes ao Bt, não o detém. O cultivo de milho transgênico no México aumentará a probabilidade de surgimento de populações de insetos resistentes ao Bt em um menor espaço de tempo. Esse não é o único problema, mas o exemplo do sorgo na Argentina é um sinal que não devemos ignorar.

A trajetória tecnológica dos cultivos geneticamente modificados nos conduz a um beco sem saída. É claro que, para as empresas e seus cúmplices no governo, este é um bom instrumento para tornarem-se donas do campo, transformando-o em seu espaço de rentabilidade. Para a Sagarpa e o governo (falando aqui do caso mexicano) nada deve se interpor entre as companhias transnacionais e a rentabilidade, nem sequer a débil legislação sobre biossegurança que foi desenhada para servir aos interesses dessas mesmas empresas.

* Alejandro Nadal é economista, professor pesquisador do Centro de Estudos Econômicos, no Colégio do México. Colaborador do jornal La Jornada, onde este artigo foi publicado originalmente dia 20 de outubro.

Tradução: Katarina Peixoto

Boa notícia.

15-10-2009 | Mídia

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Do Porta UOL 15/10/2009

Postado por Linho

Governo de São Paulo promete banda larga a preços populares

 O Governo de São Paulo vai oferecer banda larga com preços baixos para atingir o público de menor renda do Estado.

O projeto, chamado de Banda Larga Popular, será assinado nesta quinta-feira pelo governador José Serra.

Segundo post no Twitter de Serra, os preços máximos serão de R$ 29,80 por mês e os valores estão baixos porque o Governo abriu mão do ICMS – antes o imposto era de 25%. As empresas que oferecerem banda larga a partir de amanhã, pelo valor estipulado, já vão ficar isentas do ICMS.

O serviço vai oferecer conexões de 200Kbps até 1Mbps, sem limite de horário ou tráfego de dados. O Governo vai contar, ainda, com parceria de operadoras de banda larga fixa e móvel. “Nossa meta é conectar metade das residências paulistas”, afirmou Serra em um post.

A notícia sai um dia depois de a Finlândia aprovar uma lei que dá o direito aos cidadãos de terem banda larga no país.

Serrágio

12-10-2009 | Mídia, Política, Sem categoria

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 A marca do Serra: Rodovias estaduais de SP terão 28 novos pedágios até o fim do ano

Serra trololó

Concessionárias aceleram as obras para começar a cobrança até o início das férias, quando tráfego cresce 30%

José Maria Tomazela – O Estado SP 03/10/2009  

Pelo menos 28 novos pedágios entram em operação até o final do ano nas rodovias estaduais de São Paulo. Atualmente, há 91 praças de pedágios nas rodovias incluídas no programa de concessões rodoviárias do governo do Estado. Destas, três serão desativadas. As concessionárias aceleram as obras para iniciar a cobrança até o período de férias, no final do ano, quando o tráfego nas rodovias aumenta até 30%.

As novas praças fazem parte da segunda fase do programa. Os contratos das concessionárias com o governo estadual preveem que as empresas podem cobrar tarifas seis meses após assumir a rodovia, desde que tenham realizado as obras previstas no Programa Intensivo Inicial. Esse programa inclui obras de infraestrutura básica, como tapa-buraco, recapeamentos emergenciais, limpeza

de canteiros, acostamentos e galerias, e sinalização, além de serviços de segurança e de atendimento ao usuário.

Somente o Sistema Raposo Tavares terá nove postos de cobrança. As duas praças que operam atualmente na rodovia, nos municípios de Presidente Bernardes e Caiuá, serão substituídas. A Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), que assumiu os 450 km do trecho, já poderia estar cobrando pedágio desde o mês passado. As obras das praças, no entanto, não ficaram prontas por causa das chuvas. A empresa informou que pretende concluir todas até o final deste mês. Os pedágios vão entrar em operação à medida que ficarem prontos e forem aprovados pela Agência Reguladora dos Transportes do Estado de São Paulo.

Na Raposo Tavares, estão em obras os pedágios nos municípios de Palmital, Assis, Rancharia, Regente Feijó, Presidente Bernardes e Caiuá. Na Rodovia Orlando Quagliatto (SP-225), que faz parte do mesmo lote, estão em obras os pedágios de Santa Cruz e de Piratininga. As tarifas variam de R$ 3 a R$ 4,80. Tanto na SP-225 como na Raposo, entre Ourinhos e Presidente Prudente, não havia pedágio.

As seis praças previstas no Corredor D. Pedro I, com 296,6 km de rodovias na região de Campinas, também não foram terminadas – a partir de hoje, a empresa Rota dos Bandeirantes já poderia iniciar a cobrança. Na rodovia D. Pedro I, os novos pedágios ficarão em Igaratá e Itatiba – este substitui o de Nazaré Paulista, que será desativado. Outros três estão na SP-332, que liga Campinas a Mogi-Mirim, um na SP-360, de Itatiba a Jundiaí, e outro na SP-063, entre Itatiba e Louveira.

A concessionária Rodovias do Tietê terá nove praças nos 415 km que passou a administrar, sobretudo no trecho leste da Rodovia Marechal Rondon, entre Jundiaí e Botucatu. Nessa rodovia, os pedágios são construídos em Conchas, Botucatu, Pirajuí, Areiópolis e Agudos. A SP-201 (Campinas-Tietê) tem pedágios em obras em Monte Mor e Rafard, e a SP-308 (Salto-Piracicaba), em Salto e Rio das Pedras. No trecho oeste da Marechal Rondon, com 420 km, a concessionária Via Rondon administra os quatro pedágios existentes e vai construir outros quatro.

Mais uma

08-10-2009 | Mídia, Política

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A última grande obra do governo Serra: USP saiu da lista das melhores universidades do mundo

USP sai do ranking das 200 melhores do mundo


Nesta quinta-feira, o jornal britânico The Times publicou a versão 2009 do seu ranking das 200 Melhores Universidades do Mundo, chamado Times Higher Education 2009-QS World University Rankings. A Universidade de São Paulo (USP), que no ano passado aparecia em 196º lugar, e era a única representante brasileira, este ano não está na lista.

Os Estados Unidos mantém a primeira posição entre os países com 54 instituições de ensino no ranking, entre elas a primeira colocada, a Universidades de Harvard. O Reino Unido, em segundo lugar, tem 29 instituições na lista, e o segundo lugar com a Universidade de Cambridge.

É o cara, mesmo.

03-10-2009 | Mídia

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