Discurso do Vereador Linho proferido na tribuna do Plenário Joab José Puccinelli durante a Palavra Livre da 16ª Sessão da Câmara Municipal de Indaiatuba, realizada em 06 de Junho de 2016:

Senhor Presidente em exercício, Vereador Túlio; Nobres Vereadores que aqui permanecem, Vereador César, Vereadores Massao e Antonio Sposito, Vereador Gervásio; companheiros da Imprensa; as nossas sempre queridas e bem vindas componentes do Voto Consciente; as companheiras lutadoras pela participação da Doula, projeto que vai ser votado em Campinas quarta-feira, dia 08, aqui também eu tenho uma novidade, o Líder do Senhor Prefeito já me comunicou que na semana que vem se reúne com os assessores do nosso Gabinete, que elaborou o projeto, para tratar de questões dos dois projetos, ou vai por bem ou vai por bem, mas vai, a vitória é de vocês e da sociedade; quero saudar também os professores e professoras que estão aqui com os alunos e alunas do Colégio Rodin, esse alarido todo me é bastante familiar há 33 anos, o que não em é familiar e não me conformo é o alarido de adultos que deveriam se comportar e servir de exemplo para as crianças, quem não se comporta não pode cobrar que os outros se comportem também.
Eu gostaria de abordar alguns assuntos que foram notícia na nossa Imprensa no final de semana. O primeiro deles diz respeito a uma matéria do jornal “Tribuna de Indaiá” que diz que cerca de 4.000 usuários de planos de saúde particulares em Indaiatuba deixaram seus planos, se desligaram, e portanto buscam a partir de agora assistência médica na rede SUS. Também segundo a matéria, atribuindo os dados à Secretaria Municipal de Saúde, houve um crescimento de 35% na procura de atendimento via SUS. Eu quero alertar aqui para o seguinte, e quero também fazer uma pergunta e espero que a Secretaria responda. Era previsível esse crescimento pela procura do SUS, um aumento de 35% não se dá do dia para a noite, é perfeitamente previsível. A pergunta é: quais as providências, preventivas inclusive, que a Secretaria Municipal da Saúde tomou para enfrentar esse crescimento?
Eu dou um exemplo. Na sexta-feira à noite eu encontrei com um casal de jovens professores, e eles são professores não concursados ainda, a garota inclusive foi minha aluna anos atrás, professores da Categoria “O”. Para quem não sabe o que é Categoria “O” é uma faixa criada pelo Governo do Estado, ainda no tempo do ex-Secretário Paulo Renato de Souza, que Deus o tenha no lugar devido, mas ele deixou essa herança. Esses professores, embora tenham as mesmas obrigações dos professores concursados, não podem fazer uso do IAMSPE, que é o nosso sistema de saúde dos professores, então tem que procurar o SUS. Esse professor está com três nódulos na região da garganta, e, pasmem, ele só conseguiria o exame que precisa com máxima urgência, para outubro aqui pelo Hospital Dia via SUS. Então eu pergunto: e se os tumores forem malignos e tiverem um crescimento acelerado?
O casal em questão já gastou mais de R$ 800,00 com os primeiros procedimentos, e não tem mais dinheiro. Nem para fazer o exame. O exame me parece que custaria algo em torno de R$ 300,00. É uma situação difícil, e quando nós fazemos a leitura da matéria jornalística nos deparamos com isso. A pergunta fica e creio que o Nobre Líder levará a questão ao Secretário. Quais as providências preventivas que a Secretaria da Saúde tomou para enfrentar essa situação de crescimento de busca do serviço via SUS?
A segunda questão, em matérias da “Tribuna de Indaiá” e também do jornal “Votura News” que abordam denúncias gravíssimas que dois taxistas fizeram e que se comprovadas trata-se de um caos na questão do transporte individual particular, sob concessão. Recentemente eu fiz um requerimento solicitando o número de licenças para táxis em Indaiatuba. É algo em torno de 60, 70 profissionais. Segundo os dos dois taxistas da matéria, teriam outros 60 transportadores clandestinos. Ainda segundo as matérias dos dois jornais, as denúncias foram feitas oficialmente à Prefeitura no setor competente. Numa das matérias, o Diretor do chamado Departamento de Transporte sai pela tangente e não responde, pelo menos para a reportagem, o que é que ele tomou de providências com relação às denúncias, e isso é muito grave. Eu até alerto aos nobres pares que se não houver nos próximos dias uma resposta que seja satisfatória para o caso, logo logo será necessário essa Casa se manifestar em Comissão Parlamentar de Inquérito.
Por falar em Comissão Parlamentar de Inquérito, já reunimos as assinaturas necessárias para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. O Requerimento deverá ser protocolado nos próximos dias, só estamos aguardando algumas últimas informações para fechar a questão. Mas posso afiançar a todos que já existem as assinaturas necessárias.
Terceiro assunto, que eu acho importantíssimo, Nobre Presidente em exercício, matéria do jornal “Tribuna de Indaiá” e do jornal “Mais Expressão”, indica que o COI, o centro de imagens da Prefeitura e da Guarda Civil Municipal, já tem instaladas as câmeras que vão fazer o vídeo-monitoramento para aplicação das multas por infração de trânsito por câmeras. Não é para a questão de excesso de velocidade, é também para aqueles casos em que há o estacionamento em local proibido e assim por diante. Eu acho extremamente positivo. Economiza, tem imagens, as imagens obviamente vão comprovar essas situações e maior rapidez, claro, garantindo o contraditório por parte do motorista que for flagrado. É importante isso.
Mas é importante também uma tomada de posição em relação à fiscalização do trânsito porque as queixas são constantes de que a imensa maioria dos agentes de trânsito fica praticamente a serviço da empresa concessionária do estacionamento rotativo. Ou seja, não é possível que uma empresa concessionária tenha a primazia da fiscalização do trânsito monopolizando toda a fiscalização. EU acho que deve se dar na cidade toda independente de acionamento.
E por fim, uma coisa que é uma situação que já vem se arrastando há algum tempo. Funcionárias terceirizadas das escolas estaduais estão sem receber, e olha que ainda estamos no primeiro semestre. Isso é uma das faces de como anda a Educação no estado de São Paulo.
No mais, o Vereador Derci não está mais aqui, está tentando voltar à normalidade de sua vida. Eu acho que aqui todos se comoveram com a tragédia que se abateu sobre sua família com o falecimento de sua filha. Mas eu queria dizer ao nobre Companheiro, Vereador Derci, que conheço sua fibra e a fibra da Jaciara, funcionária pública e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos. Essa gente já enfrentou situações duríssimas. É claro que nada se compara a isso que eles estão enfrentando hoje. Eu dizia a ele hoje antes do início da sessão que por mais que tentemos colocar à família palavras de consolo, de conforto e de solidariedade não há nenhuma palavra que traga conforto, não há nenhuma palavra que amenize a tristeza.
A única coisa que eu acredito que lhes trará a compensação pela ausência dessa filha são os momentos felizes que essa garota proporcionou, não só à família dela, mas a todos e todas que a conheceram. Eu acho que é a única coisa que pode confortar esse pais e que pode confortar essa irmã. Eu me lembro que quando o meu papai faleceu, e aí era o inverso, eu que tinha 15 anos e meu papai apenas 49, isso já faz 41 anos. E nada do que me diziam confortava. Quando eu comecei a me lembrar dos bons momentos, do convívio, e até das broncas, aquilo passou a me confortar. Eu acredito que este seja o caminho para o Derci e para Jaciara.